Alan Porto diz que Sintep faz “bagunça” e não quer discutir melhorias na educação
Publicado em
6 de novembro de 2025
por
Redação
O secretário de Estado de Educação de Mato Grosso, Alan Porto, fez duras críticas à direção do Sintep (Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso), afirmando que o grupo sindical “nunca quis um diálogo propositivo” e que, em diversas ocasiões, adotou postura de desrespeito durante reuniões com a Secretaria.
“Em vários momentos faltou educação e respeito do sindicato, dos integrantes que compõem a diretoria. Então, eu sempre classifiquei o Sintep como inimigo da educação”, declarou Porto, em entrevista ao MidiaNews.
Segundo o secretário, as reuniões com o sindicato costumavam ser marcadas por tumulto e pela defesa de pautas que, em sua visão, não contribuíam para a melhoria dos resultados da educação estadual.
“A gente sempre teve disposição para o diálogo de construção, onde realmente se discutissem pautas de interesse da educação. Infelizmente, o Sintep nunca quis esse tipo de diálogo. Estavam mais preocupados em fazer bagunça e tratar autoridades com desrespeito”, afirmou.
Apesar das críticas, Alan Porto disse que continua aberto à conversa com a categoria, desde que o debate seja conduzido com respeito e foco em avanços concretos.
“Se for um diálogo para construir uma educação de qualidade, pensar na valorização dos profissionais e com respeito, estaremos sempre à disposição. Mas esse tipo de diálogo com falta de respeito, a gente realmente não vai ter”, completou.
Valorização e salários
Uma das principais reivindicações do Sintep é o pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA) de 19,52% aos profissionais da educação, além da retomada da política de carreira que assegurava o piso salarial para a jornada de 30 horas.
Alan Porto rebateu as críticas e afirmou que Mato Grosso paga hoje o terceiro maior salário do país aos professores. Ele citou ainda gratificações e bonificações que, segundo ele, refletem uma política de valorização da categoria.
“Hoje, o piso de um professor de 40 horas é em torno de R$ 4,3 mil, e há profissionais que recebem mais de R$ 7 mil. Temos gratificação por resultado que permite um 14º e um 15º salário. Neste ano, professores de português, matemática, coordenadores e diretores podem chegar até a um 17º salário”, disse.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que não teme a Comissão Processante aberta pela Câmara Municipal na última semana para investigar possível irregularidade no uso da logomarca da atual gestão em uniformes escolares. A prática, segundo denúncia, configuraria promoção pessoal por meio de publicidade institucional.
Flávia declarou que ainda não teve acesso ao teor completo da acusação, mas assegurou que está pronta para se defender. “Não temo [a cassação], não tenho medo de processos. A gente tem o devido respeito com os trâmites processuais e acredito que o meu advogado fará uma excelente defesa”, disse à imprensa.
A prefeita evitou críticas diretas aos vereadores que autorizaram a abertura do procedimento e afirmou confiar no processo legal. “Eu não fui notificada ainda da abertura da comissão, não tenho o teor dela. Se é um exagero, não vou falar. Os vereadores são livres, a Câmara está fazendo o papel dela. Que apurem, que a gente vai fazer a nossa defesa em tempo”, completou.
A autorização para abertura da Comissão Processante foi aprovada por ampla maioria: 17 votos favoráveis e apenas 5 contrários. O grupo responsável por conduzir o processo é formado por três vereadores: Cleyton Sardinha (MDB), como presidente; Carlinhos Figueiredo (Republicanos), como relator; e Enfermeiro Emerson (PP), como membro.
Ação judicial recente
Paralelamente ao processo legislativo, Flávia Moretti também enfrentou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pelo MDB e União Brasil, partidos ligados ao ex-prefeito Kalil Baracat, derrotado nas eleições de 2024. A ação pedia a cassação dos mandatos dela e do vice-prefeito Tião da Zaelli (PL), além da declaração de inelegibilidade de ambos.
O juiz José Mauro Nagib Jorge, no entanto, julgou o pedido improcedente no último dia 18, encerrando o caso e afastando qualquer risco imediato aos mandatos.