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Alexandre Padilha pode assumir Ministério da Saúde em reforma de Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou a aliados que pretende substituir a ministra da Saúde, Nísia Trindade, como parte da reforma ministerial em andamento no governo. O nome mais cotado para assumir a pasta é Alexandre Padilha, atual ministro da Secretaria de Relações Institucionais e ex-titular da Saúde no governo Dilma Rousseff.

A mudança busca dar novo fôlego à gestão da Saúde, que enfrenta críticas tanto de parlamentares quanto do próprio Planalto. Segundo interlocutores do presidente, Lula estaria insatisfeito com a falta de avanços mais expressivos na área e com o desgaste acumulado ao longo dos últimos dois anos, incluindo pressões do centrão por maior influência no orçamento.

Embora o presidente tenha manifestado preferência pessoal por Arthur Chioro, ex-ministro da Saúde, a escolha de Padilha é vista como um movimento estratégico para fortalecer a articulação política do governo. Chioro, por sua vez, tem o apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, mas seu desempenho à frente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares pode levá-lo a permanecer no cargo.

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Nísia Trindade, por sua vez, reagiu às especulações sobre sua saída. “Não fico acuada com especulações. Estive com o presidente ontem e não recebi nenhum tipo de indicação [de demissão]”, afirmou em entrevista ao jornal O Globo. O Ministério da Saúde também divulgou nota destacando que a atual gestão segue comprometida com o fortalecimento do SUS.

A substituição da ministra ainda não foi oficializada, mas faz parte do pacote de ajustes que Lula pretende realizar para fortalecer sua base política e imprimir um novo ritmo ao governo.

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POLÍTICA NACIONAL

Após condenação, Bolsonaro tem funções e vencimentos suspensos no PL

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O Partido Liberal (PL) anunciou, nesta quinta-feira (27), a suspensão da remuneração e das atividades partidárias do ex-presidente Jair Bolsonaro, que ocupava o cargo de presidente de honra da sigla. A decisão ocorre em cumprimento à legislação eleitoral após a condenação que resultou na perda dos direitos políticos do ex-mandatário.

Segundo comunicado do partido, Bolsonaro recebia cerca de R$ 42 mil mensais por sua função na legenda. “Infelizmente, por decorrência da lei e em razão da suspensão dos direitos políticos do nosso presidente de honra, Jair Bolsonaro, as respectivas atividades partidárias de nosso líder estarão igualmente suspensas, inclusive a sua remuneração, enquanto perdurarem os efeitos do acórdão condenatório na AP 2668”, informou o PL.

Bolsonaro se filiou ao partido em 2021, após deixar o então PSL. Desde a última terça-feira (25), cumpre pena em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde já estava detido preventivamente desde o sábado (22). Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento no inquérito que investigou um plano para tentativa de golpe de Estado.

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ao UOL que a sigla está “somente cumprindo a lei”. O líder do partido na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, reforçou que a suspensão segue orientação jurídica interna para evitar eventuais sanções.

O cargo de presidente de honra ficará vago durante o cumprimento da pena. “Só existe este nome porque só uma pessoa é digna de um cargo de honra. Quando Bolsonaro for libertado, retoma a posição”, disse Sóstenes. Ele acrescentou: “Ele continua sendo nosso líder. Estamos apenas cumprindo, ainda que de forma injusta, a legislação”.

Além da remuneração partidária, Bolsonaro recebe R$ 12.861,61 como capitão reformado do Exército e figura na folha de parlamentares aposentados com remuneração bruta de R$ 41.563,98.

Segundo apuração do portal Metrópoles, em agosto deste ano Valdemar consultou o departamento jurídico do PL sobre a manutenção do pagamento durante a prisão domiciliar de Bolsonaro. À época, o advogado autorizou a continuidade dos repasses.

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