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7ª EDIÇÃO

Setasc realiza capacitações da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas em Água Boa

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A 7ª edição da Expedição SER Família Mulher - MT Por Elas ocorreu nos dias 26 e 27 de setembro
A 7ª edição da Expedição SER Família Mulher - MT Por Elas ocorreu nos dias 26 e 27 de setembro

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) realizou a 7ª edição da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas no município de Água Boa (a 640 km de Cuiabá). Idealizada pela primeira-dama de Mato Grosso Virginia Mendes, a Expedição tem como objetivo capacitar profissionais da rede socioassistencial da região. A ação ocorreu nos dias 26 e 27 de setembro.

“Apesar de não estar presente por motivos de agenda, tenho certeza que a Expedição alcançou o objetivo. A união entre diversas instituições é muito importante para que consigamos combater a violência doméstica. Só tenho a agradecer os esforços de todos para que o nosso objetivo seja alcançado, que é acabar com a violência contra as mulheres e o feminicídio”, declarou a primeira-dama Virginia Mendes.

A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, cel. Grasi Bugalho, que representou a primeira-dama do Estado, destacou a relevância do Programa SER Família Mulher, idealizado por Virginia Mendes para enfrentar as mais diversas vulnerabilidades sociais no Mato Grosso.

Durante o evento no município, a secretária ressaltou que o programa é o maior da história do Estado e enfatizou a importância de focar nas questões femininas, especialmente no atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Estamos aqui hoje para falar sobre a mulher, mas o Programa SER Família vai além, sendo uma política pública sólida que atinge todos os 141 municípios do Estado. É no município que as pessoas enfrentam seus desafios diários, e é lá que devemos entregar políticas públicas de qualidade e eficiência, como estipulado pela Constituição Federal”, afirmou.

A secretária também fez um apelo aos gestores municipais presentes, pedindo que garantam o atendimento adequado e humanizado às mulheres, tanto na prevenção quanto na repressão qualificada.

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Ela destacou os esforços do Governo de Mato Grosso em capacitar servidores da segurança pública e da assistência social para atuarem de forma eficiente junto à população mais vulnerável, assegurando que o atendimento seja feito com amor, compromisso e, claro, recursos adequados.

“Temos um governo que investe em todas as áreas, desde a segurança pública até a assistência social. A Polícia Militar, por exemplo, hoje possui os melhores equipamentos e treinamentos para garantir a segurança das mulheres. Mas o que faz a diferença é o amor com que esses profissionais executam seu trabalho”, pontuou.

Ela concluiu destacando a importância da criação de organismos locais que reforcem as políticas estaduais, garantindo que o trabalho realizado alcance diretamente as mulheres nos municípios.

A deputada federal e primeira-dama de Água Boa, Juliana Kolankiewicz, agradeceu à equipe do Governo do Estado e à Secretaria de Assistência Social (Setasc) pelo trabalho significativo em benefício das mulheres em situação de vulnerabilidade.

Ela ressaltou o papel da primeira-dama Virgínia Mendes, tanto na entrega de auxílios como o cartão de transferência de renda e cestas básicas, quanto na capacitação dessas mulheres para que possam superar as adversidades.

“Esse olhar da primeira-dama, que além de entregar assistência, pensa em capacitar e tirar essas mulheres dessa situação, faz toda a diferença. Essa capacitação oferecida pelo programa é de extrema importância para melhorar o atendimento às mulheres. Estou muito feliz por termos mais essa ferramenta à disposição para ajudar nossas mulheres e nossa região”, finalizou a deputada, reforçando o compromisso de continuar lutando pelos direitos das mulheres e fortalecendo as políticas públicas locais.

A procuradora do Estado de Mato Grosso, Glaucia Amaral, destacou a importância da ocupação de espaços de poder pelas mulheres, enfatizando que isso é uma das chaves para alcançar a igualdade de gênero e contribuir para a erradicação da violência.

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“Uma das pontas dessa luta pela igualdade de homens e mulheres, que traz mais felicidade e também contribui para o fim da violência, é a mulher ocupar espaços de poder. Parabenizo Água Boa por ser representada por uma mulher e que essa presença é um símbolo para todas as cidadãs de Mato Grosso”, afirmou Glaucia.

Durante a Expedição SER Família Mulher, a procuradora do Estado de Mato Grosso, Glaucia Amaral, abordou o desafio de enfrentar a violência contra a mulher, que envolve tanto a segurança pública quanto a assistência social, mas, segundo ela, trata-se principalmente de uma luta cultural.

“A mudança virá quando mudarmos a cultura. A violência de gênero está presente nas vítimas, nos agressores, e em nós mesmos”, disse.

Por fim, Glaucia elogiou o trabalho conjunto entre a Segurança Pública e a Assistência Social no Programa SER Família Mulher, que tem como objetivo criar uma rede de apoio eficaz para que as mulheres não retornem aos seus agressores, oferecendo-lhes uma nova chance de vida.

“É a primeira vez que vejo, no país, segurança pública e assistência social sentados juntos para tomar decisões sobre políticas públicas para proteger essas mulheres”, finalizou.

Estiveram presentes na solenidade a superintendente de Políticas Públicas da Setasc, Miranir Oliveira; a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM), Cenira Evangelista; representante do Tribunal de Justiça, juiz Dr. Marcos Terêncio; presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Água Boa, Gabriela Zandoná; representando a Coordenadoria de (PJC), delegada Luciana Canaverde, entre outras autoridades.

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Saiba como recuperar dinheiro após golpe do Pix; confira passo a passo

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O Pix revolucionou a forma como os brasileiros fazem pagamentos, eliminando filas, boletos e a necessidade de carregar dinheiro. Mas a praticidade também abriu espaço para golpes cada vez mais sofisticados, usados pelo crime organizado para enganar vítimas e explorar falhas de segurança. Enquanto os criminosos evoluem, muitos bancos seguem tentando transferir toda a responsabilidade ao consumidor.

No entanto, o entendimento jurídico é claro: quando há engenharia social, vazamento de dados ou falha de segurança, a instituição financeira tem responsabilidade. Essa posição já é reconhecida em nível nacional e aparece em decisões importantes da Justiça de Mato Grosso.

Hoje, os golpistas não precisam mais burlar sistemas bancários. Eles enganam pessoas, ligam usando nome completo, data de nascimento, informações do banco, limite do cartão e até extratos da conta, ou seja, dados obtidos em vazamentos massivos que deveriam ser evitados por empresas e instituições financeiras. Mesmo assim, a resposta padrão do banco costuma ser: “O senhor autorizou o Pix, não podemos fazer nada”.

Contudo, tribunais brasileiros, incluindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Justiça mato-grossense, reconhecem a responsabilidade objetiva dos bancos nesses casos. A lógica é simples: o consumidor não tem condições técnicas de proteger o sistema; o banco tem. E quando falha, responde.

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Quando a vítima age rapidamente após o golpe, as chances de recuperar o dinheiro aumentam. Por isso, seguir esse passo a passo é fundamental: ligar imediatamente para o banco solicitando bloqueio por fraude e usar a expressão “Solicito bloqueio imediato conforme resolução do Banco Central”; anotar protocolo e nome do atendente; registrar boletim de ocorrência online; e abrir reclamação no Banco Central e no Procon. Em Mato Grosso, o Procon estadual facilita o processo com atendimento virtual. Quando o banco resiste mesmo diante da reação rápida do consumidor, a Justiça costuma determinar o ressarcimento.

Além de recuperar o valor do Pix, a vítima pode conseguir indenização quando a instituição financeira nega ajuda diante de fraude evidente, quando há pressão ou ameaça emocional como “o saldo será congelado”, quando o golpe envolve dados vazados ou quando o banco demora injustificadamente no atendimento. Em Mato Grosso, há decisões com indenizações entre R$ 4 mil e R$ 15 mil, dependendo da conduta da instituição financeira.

Para evitar novos golpes, especialistas reforçam orientações simples, mas essenciais: bancos nunca pedem Pix para conta “segura”; códigos enviados por SMS não devem ser compartilhados; ao receber ligação da suposta “central”, o cliente deve desligar e ligar diretamente para o banco; e links enviados por WhatsApp ou SMS não devem ser abertos. Golpes sofisticados não devem gerar vergonha, mas devem ser denunciados.

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A premissa é direta: o consumidor é responsável apenas pelo próprio comportamento, enquanto os bancos controlam o sistema que movimenta bilhões. Se uma instituição financeira lucra com o Pix, deve garantir seguraNça. Se falha, deve pagar. É um direito do consumidor e não um favor.

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