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Ranking global: Brasil ocupa 2ª posição entre os maiores juros reais

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O Brasil continua entre os países com os juros reais mais altos do mundo, ocupando a segunda posição no ranking global, de acordo com um levantamento do economista Jason Vieira, da MoneYou. O índice considera a taxa básica de juros (Selic) descontada da inflação projetada, refletindo o custo efetivo do dinheiro para investidores e consumidores.

Brasil x Argentina: Disputa pelos Maiores Juros

Atualmente, o Brasil só fica atrás da Argentina, que assumiu a liderança do ranking. Com a Selic fixada em 13,25% ao ano, o juro real brasileiro atingiu 9,18%, enquanto a Argentina registrou 9,36%.

A diferença é significativa em comparação com a média global das economias analisadas, que é apenas 1,34%. Isso demonstra como os juros no Brasil seguem elevados em relação ao restante do mundo, impactando investimentos, crédito e consumo.

O cenário reforça os desafios da economia brasileira, especialmente no que diz respeito à política monetária e suas consequências para o crescimento econômico.

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ECONOMIA

Exportações de carne de MT crescem 67% no 3º trimestre de 2025 e devem superar recorde de 2024

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Dados do Data Hub MT mostram que o Estado exportou US$ 1,28 bilhão em carnes no terceiro trimestre, com a China respondendo por mais da metade das compras

As exportações de carne de Mato Grosso voltaram a registrar forte crescimento no terceiro trimestre de 2025, alcançando US$ 1,28 bilhão entre julho e setembro, segundo levantamento do Data Hub MT da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a pedido do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo/MT).

O desempenho inclui carnes bovinas congeladas e frescas, carnes suínas frescas, refrigeradas ou congeladas e carnes de aves e miudezas comestíveis, comercializadas com 92 países. A China manteve a liderança absoluta, representando 56,67% das importações totais do período.

Comparado ao mesmo trimestre de 2024, quando o valor exportado foi de US$ 762,74 milhões, o avanço foi de 67,4%. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, as exportações somam US$ 2,88 bilhões, frente aos US$ 2,09 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior, uma elevação de 38%.

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Entre os produtos, o valor exportado de carne bovina congelada foi de  US$ 1,64 bilhões representa 78,4% do total, carnes bovinas frescas ou refrigeradas US$ 256,8 milhões (12,2%) e as aves com US$ 146,3 milhões (7%).

A China segue como o maior comprador dos produtos com US$ 851,6 milhões (40,76%), seguido de Emirados Árabes unidos US$ 225, 7 milhões (10,8%) e Turquia  US$ 96,4 milhões (4,6%).

Para o presidente do Sindifrigo-MT, Paulo Bellincanta, o resultado confirma a solidez do setor e a mais uma vez, a ausência de impactos do chamado “tarifaço” norte-americano sobre a carne brasileira.

“O desempenho de Mato Grosso reforça a competitividade da nossa indústria frigorífica e a confiança dos mercados internacionais na qualidade da carne produzida aqui. Mesmo com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, não houve qualquer reflexo nas exportações. Os números mostram que o setor segue firme, diversificado e com presença consolidada em mais de 90 países. A tendência é de fechar o ano com novo recorde histórico, superando com folga os resultados de 2024”, avaliou.

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