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Quem não se comunica com o público certo, desaparece”: por que seu artigo precisa sair do papel agora

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Em tempos de sobrecarga informativa e timelines caóticas, profissionais liberais que desejam se destacar não podem mais depender apenas de redes sociais ou do velho boca a boca. É preciso ir além dos posts diários e investir em algo que ainda gera autoridade real: artigos assinados.

Artigos são mais do que textos — são pontes. Eles ligam o conhecimento de quem entende de um assunto à dor ou à curiosidade de quem está procurando respostas. Quando bem posicionados, esses conteúdos chegam diretamente ao público certo: aquele que já tem interesse em saúde, economia, direito, beleza, arte, bem-estar ou qualquer outra especialidade.

Imagine um dermatologista escrevendo sobre os perigos da automedicação estética. Ou uma psicóloga abordando o impacto emocional da rotina digital. Ou ainda um economista explicando, com linguagem acessível, como o novo pacote de medidas do governo afeta o bolso do brasileiro comum. Esse tipo de conteúdo enche lacunas nas redações e entrega relevância para o leitor — e isso, hoje, é ouro para os veículos.

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A imprensa precisa de boas fontes. E, do outro lado, o público precisa de boas referências. O artigo é o meio que une esses dois mundos. Ele posiciona o profissional como autoridade, aumenta sua visibilidade entre os pares e potenciais clientes e ainda contribui para a sociedade com informação de qualidade.

Mas atenção: escrever é só parte do caminho. Fazer o artigo chegar aos canais certos exige estratégia. Uma assessoria de imprensa pode não apenas revisar e adaptar o conteúdo para o formato jornalístico, mas também fazer com que ele seja publicado em veículos que falam diretamente com o seu público-alvo. Com os contatos certos e abordagem adequada, o artigo pode ser disparado para editores, colunistas e blogs especializados, alcançando milhares de leitores — e os leitores certos.

Em um mercado cada vez mais competitivo, quem compartilha conteúdo de valor se destaca. Mas quem compartilha com quem realmente importa, cresce. E rápido.

Se você é um profissional liberal com algo relevante a dizer, o momento de publicar seu artigo é agora. Porque quem não se comunica com o público certo… desaparece.

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Ana Barros é jornalista, especialista em assessoria de imprensa e mídias digitais

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Consciência Negra: Um chamado político pela igualdade racial

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Hoje celebramos — pelo segundo ano como feriado nacional — o Dia da Consciência Negra, uma conquista assegurada pela Lei 14.759/23, sancionada em dezembro de 2023. Mas, antes de comemorar, precisamos relembrar, ininterruptamente, que cada avanço desta população no país foi conquistado com suor, resistência e enfrentamento direto às estruturas que insistem em nos invisibilizar.

Temos, sim, motivos para celebrar, claro, mas às duras penas. Porque, mesmo compondo 56,7% da população brasileira, seguimos sub-representados nos espaços de poder e, em contrapartida, super-representados nos índices de vulnerabilidade. Somos maioria entre os desempregados, entre os trabalhadores informais, entre os que recebem os menores salários, entre os que vivem em condições precárias de moradia e entre aqueles que sobrevivem abaixo da linha da pobreza.

Se falarmos de mulheres negras, a ferida se aprofunda, pois somos as maiores vítimas do feminicídio, de estupro, da violência doméstica. Somos grande parte da população carcerária feminina e alvo constante da violência política. Mais do que isto somos interrompidas, silenciadas, testadas e desacreditadas e, ainda assim, seguimos. Pois seguir é o único verbo possível para quem descende da geração que transformou grilhões em ferramentas de luta.

Por isso, mais do que um feriado, o Dia Nacional da Consciência Negra é um megafone histórico para denunciar a persistência das disparidades raciais e para convocar a sociedade a romper com o mito perigoso da ‘democracia racial’.

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Como única deputada federal declarada negra de Mato Grosso, carrego comigo não apenas a honra da representatividade, mas o peso das histórias que me antecederam. E de uma trajetória marcada por muita luta, dor e preconceito, pois fui vítima de racismo desde cedo: confundida com empregada doméstica, tratada como ré por um juiz enquanto atuava como advogada em audiência, e em algumas situações até impedida de falar em espaços institucionais. Situações que meus pais, ambos trabalhadores e sonhadores, me ensinaram a enfrentar com educação, firmeza e dignidade.

Hoje, como advogada, servidora pública e deputada federal, sei exatamente de onde vim — e sei por quem estou aqui. Assim, estou aqui por todos os que ainda vivem a experiência do racismo explícito e velado. Pelas crianças negras que são zombadas em salas de aula, por homens e mulhers que ouvem sons animalescos em estádios de futebol. Pelos jovens revistados e barrados em estabelecimentos comerciais. Pelas mulheres que recebem salários menores, que têm menos acesso à saúde e seguem carregando o fardo triplo da raça, do gênero e da classe. Estou aqui por todos que, como eu, já tiveram seus sonhos julgados antes mesmo de serem sonhados.

E isto não foi diferente no Congresso Nacional, pois lá, igualmente, a luta não é simples. Em uma legislatura com 513 parlamentares, apenas 31 se declaram pretos e 91 pardos, totalizando 24% da Câmara — número muito distante da representatividade da população brasileira. Por essa razão, a criação da Bancada Negra, em 2023, foi um marco histórico. A partir dela, conquistamos espaço em reuniões de líderes, ampliamos nosso direito de fala e conseguimos pautar projetos fundamentais para a população negra. Como integrante desde sua instalação, vivencio diariamente a importância dessa trincheira coletiva.

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Como líder da bancada feminina do União Brasil, que reúne 16 deputadas, e como vice-presidente do maior bloco parlamentar da Câmara, representando uma coalizão de oito partidos e 363 deputados, sei que ocupar espaços de decisão não é apenas uma conquista pessoal — é um compromisso com milhares de mulheres negras que ainda lutam para serem vistas. A caminhada é longa, mas meu povo sempre caminhou longe, mesmo quando tentaram nos cortar os passos.

Por isso, neste Dia da Consciência Negra, eu conclamo cada mato-grossense, independentemente de raça, a caminhar lado a lado na luta contra o racismo e contra todas as formas de desigualdade racial. Que este dia não seja apenas memória, seja compromisso, que seja ação, esperança viva e, sobretudo, seja história que resiste.

Gisela Simona é advogada, servidora, deputada federal pelo União Brasil e única mulher negra da bancada de Mato Grosso na Câmara dos Deputados.

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